terça-feira, 6 de outubro de 2009

Qual o seu nível de Loucura?

Um dia questionei algumas pessoas sobre qual era seu nível de insanidade, e muitas, quase todas, responderam questionando "onde eu estava querendo chegar...". Foi uma breve pesquisa sem fundamentação e planejamento experimental mas com resultado totalmente esperado, a negação às formas de loucura inseridas em uma sociedade.

Sob meu ponto de vista, responder uma pergunta com outra já é um sinal de desvio da normalidade pois ai identifico uma fobia sobre sua resposta, ou seja, medo daquilo que irá dizer e do que o ato irá lhe proporcionar num futuro próximo. A sociedade de hoje vive a base de tabus, dentre os quais cito o de querer agradar a todos, e para não proporcionar discórdia utiliza a omissão - finge que não entende e muda de assunto.

No cotidiano é normal ver seres se "autofreando", privando eles mesmos de agirem em determinadas ocasiões, justamente para não serem mau interpretados... a custo de quê? E muitas vezes quando agem pedem desculpas, justificando alteração do humor no momento da ação - mas a verdade é que no momento algo deveria ser dito ou executado; a atitude, dependendo do grau de aproximação, pode ter sido uma atitude bastante correta.

Grande exemplo da "autonegação" e contradição foi da professora que ensinou como realmente se dança o "Tudo enfiado" (http://www.youtube.com/verify_age?&next_url=/watch%3Fv%3DaTY_PMInm5k) ; depois afirmou estar constrangida com o fato e pediu demissão; em seguida "bateu boca" com a "ilustre" Sara (ex-dançariana da boquinha da garrafa) ambas afirmando que sua dança era sensual e a da outra era sexual; e para fechar com chave de ouro!!! aceitou o convite e hoje é dançarina da banda que desencadeou toda a problemática do constrangimento - se fosse verdade o problema inicial, nunca mais ela iria ouvir a música, muito menos subiria no palco da banda.

Para se proteger as pessoas utilizam a mentira, sendo assim remetidas a um dos pensamentos de F. Nietzsche o qual profere que a mentira deve ser utilizada quando necessária. Diante disto caminhamos com E. de Rotterdam (autor de Elogio a Loucura) o qual determina que todos nos enquadramos em um tipo de loucura - descritos por ela mesma; lendo o livro pude observar que me enquadrava em vários.

Não estou aqui para julgar, somente para refletir; até mesmo porque já fui adepto da "autonegação" e cada um faz o que quer, desde que não esteja comentendo algum tipo de violência ou agressão gratuita desnecessária - não iremos nos indispor com quem não conhecemos a reação pode ser inesperada. "Faz o que tu queres pois é tudo da lei" (R. Seixas citando Mr. A. Crowley); exploda e diga a verdade no momeno certo e seja feliz!!! Acredite é saudável...

O ser necessita da verdade e quem realmente está com você irá refletir e permanecerá junto, mesmo sendo dolorosa a verdade proferida, é um outro ponto de vista a ser avaliado e internalizado. Minhas palavras e atitudes lembram-me quem realmente sou.... Bruto até a alma; doa em quem doer.

Atenção!!! Este texto não possui embasamento científico é somente uma forma de expressão de acordo com minha percepção...

Fugir às normas padrões de comportamento pode nos enquadrar como loucos, mas se assim sou, assim continuarei... um ponto fora da curva... fora de uma ordem.

2 comentários:

Bruno Gomes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruno Gomes disse...

Bom texto, nos leva a umas boas reflexões.
Eu costumo dizer que não sou tão verdadeiro ao ponto de ser rude, nem mentiroso ao ponto de ser anti-ético.

Mas a sinceridade é sem dúvidas importante.

Eu sou adepto de que a verdade deve ser dita aos poucos, em doses homeopáticas, especialmente se a outra pessoa não está pronta a recebê-la.
Uma pessoa que passou a vida toda na escuridão de uma caverna não conseguirá enxergar nada se for levada violentamente para ver a luz do sol.
Ele deve ser adaptado à ela aos poucos, para que a claridade não o cegue.

Gostei bastante da citação dos 2 filósofos e sobre a minha opinião, O Mito da Caverna de Platão, presente no livro A República, é uma boa ilustração!

Continue escrevendo!

Abraços.