quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Memória é tudo

Ao ler 1984 (George Orwell) vi o real sentido da expressão Big Brother, que além de observar o que as pessoas faziam, controlava a realidade de acordo com sua convenção (não entrarei em mais detalhes... quer saber mais? leia o livro, rss). E mesmo tendo memória as vezes as informações nos deixam confusos, sorte nossa termos ferramentas em nossas mão para consultarmos e verificarmos a veracidade de informações que são ofertadas.

Sempre pensamos no futuro, e buscamos o melhor. Nossos passos "cegos" são norteados pelas nossas lembranças, pois se não às fossem, poderíamos pisar em locais que prometemos não mais passar. A memória rege nossa conduta, porque nosso conhecimento adquirido é o permite que tomemos decisões embasadas permitindo que a subida da escada seja firme, tornando a elevação bastante segura.

Vale a pena ficar de olho na midia, principalmente devido ao oportunismo, pois "individuos" gostam de alguns comentaristas "intelectuais", mas vale ressaltar que há aqueles que não utilizam palavras eruditas mas passam bastante conhecimento. Um comentarista que assim o considero, fez comentários preconceituosos (a matéria é toda alienante) na morte do ícone Darrel "Dimebag" Abbott, em que fala que o Heavy Metal "glorifica o barulho e o ódio" e que os shows parecem "comício facista sem rumo e ideal" (http://www.youtube.com/watch?v=94L04izRvWU). Já alguns anos mais tarde, vem dizer que o festival Rock In Rio glorifica a presença do Metallica (1'49" - http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/arnaldo-jabor/2011/10/04/SOMOS-FORMADOS-PARA-ACHAR-QUE-ARTE-E-ENTRETENIMENTO-SAO-COISAS-DISTINTAS.htm), exaltando um certo empresário. Sinceramente, não sabia que o Metallica havia deixado de ser uma banda de Heavy Metal...

Espero que vejam as matérias na íntegra, até mesmo porque não quero exercer controle sobre sua realidade (rss), mas pensem bem e absorvam aquilo que lhe é fornecido, não existe cultura inútil, e como diz aquela frase clichê: "tudo pode ser usado contra você no tribunal"...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Inusitado

Depois de seguir readaptado, vez que ocorre algo de inusitado.
Vivendo e despreocupado algo acontece de inesperado,
as coisas se acertam, se complementam....
Aceito, sem preconceitos; seguinte a superação, vem a união.
A alegria é evidenciada no rosto de quem presente estava.
No fim somente aguardo, minha miúda vir ao meu agrado.

Até mesmo "Se tudo pode acontecer"....

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nossa Cachaça

Estive assistindo "Todo Mundo Odeia o Chris" e vi um episódio em que ele avalia em ir para o jogo com o pai e o irmão, mas uma "menina" quase atrapalha sua ida ao jogo, tornando-se uma outra opção de lazer. E lembrei dos tempos em que ver o Vitória jogar era obrigação.

Em 1993 despertei para o futebol de vez ao ver meu time Vitória ir à final do campeonato brasileiro, e torci muito, mas a p** do Palmeiras atrapalhou. Mas a "fominhagem" cresceu e passei a ser um real torcedor e passei a ser parceiro meu Pai, que deixou de frequentar a torcida mista - pude ver pela TV (deveria ter uns 7 anos na época) ele e seu compadre (NELMO - torcedor do Itinga) quase tomando uma sova dos PMs à cavalo - NELMO ainda levou uma "cutucada" na cabeça.

ALIBRI ensinou-me a torcer, levando-me à Velha Fonte Nova, e nossa parceria deu certo e não cansávamos dos êxitos, e nem chuva era capaz de nos atrapalhar; e as investidas tornaram-se cada vez mais frequentes. Uma certa vez, a fila, na nossa extinta sede de praia, para adquirir ingressos estava muito grande, quem furou para nós foi Mãezinha grávida de minha irmãzinha, coagida por nós, senão iria esperar no calor (rss)...

Noutro momento, acho que em 1999 (já viciado), dei uma desculpa esfarrapada para sair mais cedo de um trabalho de gravação do filme Metraton. Ingénuo eu, todos sabiam de minha "doença", enquanto escapulia um torcedor do Itinga gritou "vai pro Barradão!?", continuei sem dar ouvidos; minha prima-irmã AP viu meu pai e saiu para falar com ele, o Tutor estava vestindo o manto rubro-negro; ela ainda me viu trocar o meu dentro do carro - que baixassem minha nota, não iria fazer diferença!

A nós juntou-se LEOCON, grande pé quente, o trio parada dura era certo, as articulações eram perfeitas e sumíamos, não havia celular, mas para quem conhecia um pouco era só verificar a tabela de jogos. GEREPI e LUBAR, moradores do Vivendas eram apanhados no meio do caminho para Nossa Casa. E depois que cresceu meu irmão PEMO entrou na jogada, seguindo os ensinamentos do nosso grande Tutor.

O ritual se iniciava em casa, informávamos o destino, almoçava cedo e tomávamos o rumo. Chegando lá, o velho churrasco no palito regado à refrigerante para não ter que ir ao banheiro antes do intervalo - isto mesmo antes de proibir a cerveja dentro do estádio. Após finalizado o jogo a vibração da volta para casa seria determinada pelo resultado. Mas depois do surgimento do engarrafamento na saída, a resenha passou a ser feita ali mesmo, no "isopor" que tivesse a cerveja mais gelada.

Mas é isto, não se meta entre o apaixonado e o futebol, pois somente quem frequenta sabe o quanto é bom estar lá vibrando na arquibancada acompanhando seu time, independente da importância dele, "na alegria, na tristeza, com chuva ou sol". E os reais apaixonados são aqueles que não escolhem para quem vão torcer contando o número de títulos ou sobre imposição da televisão, e sim pelo legado. A paixão é contagiante, não se aprende a torcer sozinho, aprendi com meu Pai, e meus filhos aprenderão comigo!

Infelizmente, serei um torcedor à distância, mas quando meu Vitória vier por estas bandas estarei lá!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Primeiro Feijão

Desde 2002 não sei o que é mãe, calma!!! Vou explicar, moro só e mainha não estava lá para lavar as cuecas nem fazer o ranguinho do seu "neném". Então a partir daí comecei a me enveredar na cozinha e iniciei pelo mais complicado, o ovo frito, que, sempre grudava na panela por teimosia, e para comer satisfatoriamente, colocava dois para comer um.

Para suprir minha deficiência, comecei a utilizar um atributo que possuo, o autodidatismo. Observando passei a usurpar de uma forma produtiva os conhecimentos culinários de outrem. Com o velho Buti me surpreendi, o melhor ovo frito da Bahia, senão do Brasil... soltinho da panela (sem teflon, vale ressaltar), cheiroso e saboroso... dai por diante somente foram glórias. Uma vez em Hellcife, fiquei num tipo de pensionato mas cada um fazia o seu, e num dia à noite fiz um ovo, e todos falaram "que cheiroso... deu até vontade de comer um".

Mas sempre fiquei nos alimentos de baixa complexidade, indo até a massa, passando pela farofa, mas nunca nada além disto. Pois sempre senti-me envergonhado em relação às comidas de "responsa" feijão, sapara (sarapatel para os íntimos), mocotó, dentre outros. Principalmente por estar cercado de especialistas no assunto. Os feijões de MEGO e D. DdM eram os suprassumos, com medo de falhar na tarefa de pelo menos satisfazer o paladar menos rigoroso, me "aputei" (amendrontei - gíria bahiana) e nunca fiz. Até mesmo pela experiência antes da extinção da república da BAND!, em que o feijão mais parecia uma ração para complementar os 4 famintos restritos monetariamente.

As coisas mudam, mudei-me para Hellcife e em breve irei para uma jornada que necessitará de meus dotes culinários, já que não bastará morar junto, agradar será uma obrigação para além do imaginário. Aconselhado por MEGO e norteado por D. DdM triturei os temperos (alho, cebola e pimentão e cominho), adicionei as carnes dessalgadas para refogar, folha de louro e o dono da festa, o feijão. Pegou pressão, 15 min e "tá tudo bão". O cheiro parecia agradável; ao provar percebi que somente perdi tempo, pois ficou bom. Até meu tio GEFRAN comentou que ficou bom e brincando falava: "olha... o primeiro feijão prestou".

Tememos por besteira nossa, o máximo que poderia perder era um panela, ou comer mal até acabar. Soltas as amarras o céu é o limite!!! Rss. É... deram asas à cobra, me aguarde aquela costela num próximo "Chunalaqua" ou "Chunalaum", vocês irão me pedir perdão!!! Como pediram à meu Pai num Chunalaqua!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Readaptar-se e seguir...

Dar um novo rumo à vida, muitos têm medo de fazer, a estabilidade é algo almejado por muitos, não que seja errado, mas como conseguir esta estabilidade? Somente encontrar algo e se acomodar? Creio que questionando o seus momentos pode-se alcançar uma fuga e avaliar toda a situação sob uma nova objetiva. E as respostas serão amplas o suficiente para permitir-lhe mudar o curso do barco.

"O ser humano é resistente à mudanças", foi o que mais ouvi da minha miúda, e realmente, ela tinha razão. O medo é passado ao longo do seu crescimento pelos seus pais, os estudos são para um bom "emprego", não "trabalho". Lembro como hoje a cara dos que me circulavam quando disse que sairia do trabalho para fazer Msc; na empresa ganhava bem, era reconhecido e o crescimento seria eminente, mas muito lento na minha opinião. Nos passos que dei para trás (voltar para academia) fui apoiado, mas principalmente pela minha Mãezinha, a qual ficou realmente satisfeita, os outros demonstraram-se meio reticentes. Algo que foi impregnado durante seu crescimento fica difícil de sair...

No fim tudo deu certo, adquiri o título, todos ficaram satisfeitos e a água rolou solta... mas ai veio outro ponto, mudar de cidade? Vou sim, agora estou em Recife, cursando meu Dr e estou bastante satisfeito. Para muitos viver perto da família e amigos é essencial, mas viver fazendo o que se gosta pode proporcionar momentos bons, suprindo outros. E Viver bem consigo é o que mais importa, em minha concepção.

"Satisfazer meu ego", um colega utilizou esta justificativa para fazer o que lhe agradava, e desde que não fizesse mal a outrem não estava errado, o propósito é ser feliz. E somente para finalizar a satisfação, nada está tão bom que não pode melhorar; melhorias pequenas, grandes ou mudanças drásticas podem certificar todo aquele sentimento de melhoria.

Mas a maior lição está em levar todo o seu legado, pois ele demonstra tudo o que você é. E vamos nós, seguindo em frente e mudando para melhor satisfazer nossos anseios e daqueles que nos circundam. A felicidade sempre será o alvo dos bons. Mudar o rumo pode ser complicado e uma necessidade... mas a estabilidade emocional é o principal.