terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bebida para MACHO!!!

Certa vez fui a um “baRestaurante” mexicano, pedi uma Marguerita (suco de limão, tequila, curaçau blue, açúcar, gelo e sal); o limão, a tequila e o sal deixavam com um tom de macho!!! Mas tive a pior sensação do mundo quando o garçom o colocou junto a mim, já que eu o havia pedido; suavemente, deslizei o copo para a pessoa do sexo feminino presente na mesa, dei um tapa na mesa e gritei “Me dá uma Summer!!!” (releitura aos Escrotinhos - Angeli ).

Estava tudo acertado para eu não voltar dirigindo, nem era época de lei seca, mas como correto cidadão que sou já evitava beber e dirigir sobre efeito do narcótico líquido resultante de fermentação de cereais, grãos, etc... Mas como minha boca nunca tocaria um copo com tanta frescura diante de tantas testemunhas (salzinho na borda, canudo florescente, sombrinha, gelo brilhante...), nem jogaria o precioso dinheiro pelo ralo – alguém tinha que beber. Depois meu pai, ALIBRI, contou-me que saiu de uma investida parecida da mesma forma, mas ele fez pior, se afundou no uísque para esquecer.

Um primo meu, LECON, também foi vítima de um drink que mais parecia “Drag Queen” em dia de desfile da parada, até o canudo era rosa. Mas nesta investida ele não teve como se safar, pois não haviam mulheres à mesa capazes de serem persuadidas a beberem o drink, até mesmo porque era sem álcool, CLAFRA e sua amiga JULOIRA estavam na gelosa com o restante dos participantes da mesa.... o coitado teve que degustar e achar bom ainda, sua vitamina, diante das gargalhadas de seus acompanhantes e olhares atravessados de desconhecidos.

Imagino o que deve passar na cabeça de um garçom ao anotar a solicitação de um “drink” desta magnitude, “Ahh... se fudeu!!!”. Deveria haver uma norma entre os baRestaurantes, em que o garçom certificaria-se de quem era a bebida e avisaria ao preparador do copo carnavalesco (Homi ou Muié!!), evitaria bastantes constrangimentos.

“Homi” não bebe “drink”, homem bebe bebida, quem vem tudo junto e misturado, com o copo melado ainda por cima, pois derramou durante o preparo!!! Mas como hoje existem vários níveis de homens delicados, beba se for homem suficiente, porque para conseguir meu título de Homi brabus foi um caminho longo... não vou jogá-lo fora por causa de um “drinkizinho” vagabundo.

Por isso que da última vez pedi uma tequila para HOMEM PORRA!!! E se bebe primeiro a tequila, suja limão no sal depois morde a fruta cítrica – para não tirar o sabor da bebida.... nada de salzinho na beirinha da mão, pingada de limão na tequila e, por fim, uma “lambedinha” sem vergonha onde se encontra o sal...

Até mais

Masculinidade se tem!! Não se conquista...até mesmo porque se conquistar um masculino o time do baba (pelada de futebol) é outro.

(Isto é só uma brincadeira com um fundo de verdade, não se sinta ofendido!)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Qual o seu nível de Loucura?

Um dia questionei algumas pessoas sobre qual era seu nível de insanidade, e muitas, quase todas, responderam questionando "onde eu estava querendo chegar...". Foi uma breve pesquisa sem fundamentação e planejamento experimental mas com resultado totalmente esperado, a negação às formas de loucura inseridas em uma sociedade.

Sob meu ponto de vista, responder uma pergunta com outra já é um sinal de desvio da normalidade pois ai identifico uma fobia sobre sua resposta, ou seja, medo daquilo que irá dizer e do que o ato irá lhe proporcionar num futuro próximo. A sociedade de hoje vive a base de tabus, dentre os quais cito o de querer agradar a todos, e para não proporcionar discórdia utiliza a omissão - finge que não entende e muda de assunto.

No cotidiano é normal ver seres se "autofreando", privando eles mesmos de agirem em determinadas ocasiões, justamente para não serem mau interpretados... a custo de quê? E muitas vezes quando agem pedem desculpas, justificando alteração do humor no momento da ação - mas a verdade é que no momento algo deveria ser dito ou executado; a atitude, dependendo do grau de aproximação, pode ter sido uma atitude bastante correta.

Grande exemplo da "autonegação" e contradição foi da professora que ensinou como realmente se dança o "Tudo enfiado" (http://www.youtube.com/verify_age?&next_url=/watch%3Fv%3DaTY_PMInm5k) ; depois afirmou estar constrangida com o fato e pediu demissão; em seguida "bateu boca" com a "ilustre" Sara (ex-dançariana da boquinha da garrafa) ambas afirmando que sua dança era sensual e a da outra era sexual; e para fechar com chave de ouro!!! aceitou o convite e hoje é dançarina da banda que desencadeou toda a problemática do constrangimento - se fosse verdade o problema inicial, nunca mais ela iria ouvir a música, muito menos subiria no palco da banda.

Para se proteger as pessoas utilizam a mentira, sendo assim remetidas a um dos pensamentos de F. Nietzsche o qual profere que a mentira deve ser utilizada quando necessária. Diante disto caminhamos com E. de Rotterdam (autor de Elogio a Loucura) o qual determina que todos nos enquadramos em um tipo de loucura - descritos por ela mesma; lendo o livro pude observar que me enquadrava em vários.

Não estou aqui para julgar, somente para refletir; até mesmo porque já fui adepto da "autonegação" e cada um faz o que quer, desde que não esteja comentendo algum tipo de violência ou agressão gratuita desnecessária - não iremos nos indispor com quem não conhecemos a reação pode ser inesperada. "Faz o que tu queres pois é tudo da lei" (R. Seixas citando Mr. A. Crowley); exploda e diga a verdade no momeno certo e seja feliz!!! Acredite é saudável...

O ser necessita da verdade e quem realmente está com você irá refletir e permanecerá junto, mesmo sendo dolorosa a verdade proferida, é um outro ponto de vista a ser avaliado e internalizado. Minhas palavras e atitudes lembram-me quem realmente sou.... Bruto até a alma; doa em quem doer.

Atenção!!! Este texto não possui embasamento científico é somente uma forma de expressão de acordo com minha percepção...

Fugir às normas padrões de comportamento pode nos enquadrar como loucos, mas se assim sou, assim continuarei... um ponto fora da curva... fora de uma ordem.

domingo, 27 de setembro de 2009

Meu pé esquerdo

Em uma manobra futebolística houve uma torção em meu tornozelo esquerdo, pensei que seria como as anteriores. Curti, durante a tarde, uma gelosa acompanhada de caranguejo; mas, diante do "mocotó" inchado, tentaram levar-me a um centro médico para avaliar o edema, fui esquivo e safei-me da investida. Durante à noite em casa, não suportei a dor, “pedi penico” e fui a um local o qual ninguém deve ir em situações de emergências ortopédicas (não citarei por questões éticas).

Na tentativa de saber o que aconteceu devido à proporção da dor que sentia consegui uma consulta. O “médico” (entre haspas por não confiar na procedência do “profissional” quem me atendeu) disse, somente olhando para o pé, que havia fratura ali instalada e que o raio x seria para verificar se a fratura requisitaria cirurgia ou não – isto foi no domingo. Na segunda, consegui uma consulta com um Médico de verdade em um grande centro de reabilitação, início do dilema.

Nos raios x adquiridos no domingo o Médico verificou que não haviam fraturas – a cara do médico foi cômica ao ver que sua afirmação havia sido prematura. O tratamento foi iniciado em um grande centro de reabilitação: Etapa 1 – pé para cima por 3 semanas; o interessante foi realizar as tarefas inadiáveis, mesmo assim passei ileso, reclamando bastante da privação provisória do andar. Na segunda etapa, depois de remover o gesso, iniciei o tratamento com o fisioterapeuta, sem poder pisar no chão inicialmente, por mais três semanas, o que proporcionava um aumento considerável em minhas reclamações.

Reclamações estas que aumentaram quando vi as condições em que os realmente deficientes são tratados, com o clássicos desprezo e falta de boa vontade intrínsecos à sociedade brasileira. O humano percebe mas, somente quando vivencia, verifica a realidade nua e crua – olha que era somente um pé que não pisava o chão, imagina a dificuldade dos cadeirantes. Sofri com o caminhar, nosso sistema de transporte e falta de cidadania daqueles que estão à volta de um ser humano inapto e anônimo.

Hoje volto a andar com novas mente e atitude, interessante ver o mundo de uma outra forma, mas não quero passar por isto novamente. Não suporto mais enxergar a face podre e degradante de nossa sociedade, desta forma anterior foi muito mais intensa; embora tenha sido muito bom contar com aqueles que me circundam os quais me ajudaram muito, é bom ter quem se preocupe com você (Sinceramente, Muito Obrigado).
O amadurecimento vem através do sofrimento...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Preconceito ao Extremo

Uma simples piada como "Agora no TeleCine KingKong, um macaco que depois q vai para a cidade e fica famoso e pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?" (Danilo Gentili) causou a prisão do autor sob acusação de racismo. Seria realmente racismo ou auto-racismo?

Claro que de acordo com a história dos Negros os mesmos foram escravizados e obtiveram sua “liberdade” por volta de 1888, mas o engraçado que os mesmos continuam “livres” e vivendo de forma inferior aos outros tipos de etnias (há dados do IBGE que comprovam esta afirmação), ou seja, se quiserem chegar a algum lugar devem ter sorte ou fazer a sua própria sorte da melhor forma possível.


Voltemos ao ponto, em nenhum momento consegui associar a palavra macaco ao negro, até porque macaco é uma palavra bastante genérica e a mesmo advém de várias espécies, e como somente consigo enxergar o que vejo, a palavra isolada não me diz que o mesmo é preto, somente um animal que ela representa – o qual pode ser um Babuíno (que é albino) ou um Uacari-branco, como o nome já diz –, quer dizer, existem macacos de outra cor.


Realmente a palavra macaco é um problema, negros foram discriminados e insultados desta forma e ainda o são, assim como TODOS Brasileiros são chamados de “macaquitos” pelos argentinos, provavelmente por parte de suas raízes étnicas – a inveja faz os indivíduos inventarem termos pejorativos para demonstrarem algum tipo de desprezo.... nós os chamamos simplesmente de “argentinos”.


Portanto o que vejo, neste caso isolado, é somente auto-preconceito, em que indivíduos, em certas situações, exacerbam o sentido de algumas colocações e levam ao extremo o preconceito racial; é duro se livrar das raízes históricas e das situações que ainda persistem em aparecer, mas nunca iremos avançar enquanto estivermos com um pé atrás... o autor até pode ser racista, mas não o conheço para assim afirmar, então prefiro me prender ao que vejo, leio ou ao que é dito e não ir além, como devanearam com os seus próprios preconceitos tornando aquela simples palavra “macaco” em “preto”.


Somente educação transforma, o conhecimento da cultura de inserção de todos os povos que construíram e constroem este país é multiétinico e não representado por diferentes tipos de pigmentação da pele. O Brasil é único e não perder esta identidade é um desafio.


P.S.: 1.este é o meu ponto de vista; 2.O texto de explicação do autos da piada está em seu blog em “Um Post Racista” de 27/07/09, leitura interessante.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Fora Duma Ordem

Olá a Tod@s, venho aqui deixar este texto introdutório bem de leve, só para sentirem o sentido do que está por vir.

Primeiro o nome "Fura Duma Ordem", esta foi a melhor forma de explicar o quanto errado sou ou estou, e fazendo uma referência a C.Veloso "alguma coisa está fora da ordem, fora de uma ordem mundial". Lugares incomuns, levianidades, insanidades, relevâncias... um pouco de tudo.

Aqui haverá tanta lógica quanto informar seu cérebro que não mais quer respirar e conseguir morrer asfixiado, ou seja, conseguir uma insuficiência de oxigenação sistêmica por meio do pensamento...

Bjos e Abrçs,