quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Preconceito ao Extremo

Uma simples piada como "Agora no TeleCine KingKong, um macaco que depois q vai para a cidade e fica famoso e pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?" (Danilo Gentili) causou a prisão do autor sob acusação de racismo. Seria realmente racismo ou auto-racismo?

Claro que de acordo com a história dos Negros os mesmos foram escravizados e obtiveram sua “liberdade” por volta de 1888, mas o engraçado que os mesmos continuam “livres” e vivendo de forma inferior aos outros tipos de etnias (há dados do IBGE que comprovam esta afirmação), ou seja, se quiserem chegar a algum lugar devem ter sorte ou fazer a sua própria sorte da melhor forma possível.


Voltemos ao ponto, em nenhum momento consegui associar a palavra macaco ao negro, até porque macaco é uma palavra bastante genérica e a mesmo advém de várias espécies, e como somente consigo enxergar o que vejo, a palavra isolada não me diz que o mesmo é preto, somente um animal que ela representa – o qual pode ser um Babuíno (que é albino) ou um Uacari-branco, como o nome já diz –, quer dizer, existem macacos de outra cor.


Realmente a palavra macaco é um problema, negros foram discriminados e insultados desta forma e ainda o são, assim como TODOS Brasileiros são chamados de “macaquitos” pelos argentinos, provavelmente por parte de suas raízes étnicas – a inveja faz os indivíduos inventarem termos pejorativos para demonstrarem algum tipo de desprezo.... nós os chamamos simplesmente de “argentinos”.


Portanto o que vejo, neste caso isolado, é somente auto-preconceito, em que indivíduos, em certas situações, exacerbam o sentido de algumas colocações e levam ao extremo o preconceito racial; é duro se livrar das raízes históricas e das situações que ainda persistem em aparecer, mas nunca iremos avançar enquanto estivermos com um pé atrás... o autor até pode ser racista, mas não o conheço para assim afirmar, então prefiro me prender ao que vejo, leio ou ao que é dito e não ir além, como devanearam com os seus próprios preconceitos tornando aquela simples palavra “macaco” em “preto”.


Somente educação transforma, o conhecimento da cultura de inserção de todos os povos que construíram e constroem este país é multiétinico e não representado por diferentes tipos de pigmentação da pele. O Brasil é único e não perder esta identidade é um desafio.


P.S.: 1.este é o meu ponto de vista; 2.O texto de explicação do autos da piada está em seu blog em “Um Post Racista” de 27/07/09, leitura interessante.

Um comentário:

Eder Galindo disse...

massa, léo.
às vezes a galera exagera mesmo. depois manda o link do blog de gentili para eu ver o que ele postou.
por outro lado, ouço constantemente de algumas pessoas que conheço sobre uma festa: "tava misturado, bizarro.". eles falam isso por não terem coragem de dizer que a festa tinham pessoas negras e, na concepção deles, feias. sacou? tem que ser misturado mesmo como você mesmo citou no texto. o brasileiro é um mix da porra toda e isso o torna único.

aquele abraço