quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Que Venha o Próximo

Realmente, apesar de passar muito rápido, um ano é bastante tempo, 365 dias na "fuça" com calor e/ou chuva, tristeza e/ou alegria, quer dizer, cheios de novidades e surpresas cotidianas, até mesmo porque somente um dia depois do outro para finalizarmos um ano e permanecermos na labuta.

Os elementos desagradáveis podem vir de forma surpreendente, acometendos-nos de uma forma repentina, e estes são os mais dolorosos pelo fato de não estarmos preparado para tal. Mas muitos outros acontecem por nosso "livre arbítrio", até porque são oriundos de nossas ações e os resultados viram problemas. Estes últimos são evitáveis, mas nem sempre estamos dispostos a nos livrarmos de algumas coisas e acabamos insistindo até o momento em que a situação seja resolvida, ou seja, até que a cicatriz seja fechada e não incomode mais, pelo contrário, seja motivo de olhar para trás e perceber que algo foi resolvido da melhor forma possível. Embora, quando percebemos que não vale a pena insistir em resolver é melhor deixar de lado, porque será perda de tempo.

Por outro lado as conquistas acontecem de modo espontâneo que nem percebemos, quando percebemos já estamos felizes, e assim queremos permanecer pela maior quantidade possível de tempo. Unir o útil ao agradável nem sempre é conveniência mas sim uma necessidade pela vontade de permanecer no estado de alegria sublime.

E assim vamos vivendo, mais um ano pela frente, atuando de acordo com aquilo que se acredita estar certo e fazendo o bem sempre, até mesmo porque o calendário somente serve para nortear a movimentação financeira. Portanto devemos ser contínuos em nossas atitudes para permaneceremos agindo até quando for possível, e boas impressões são sempre bem vindas diante de nossa permanência no convívio social.

Com isso venho aqui desejar-lhes Felicidades com muita Saúde e Paz! Sejamos bons pois bons frutos colheremos!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O corpo fala

Nos últimos 3 meses imerso em atividades laborais diversas, o descuido com os bons hábitos é um fato que normalmente ocorre. O aprofundamento nas atividades diminui as horas de sono,exercícios físicas e lazer, consequentemente a preocupação com saúde vai embora na busca do êxito, e depois de tanto tempo imergindo verifica-se que chegou ao fundo do poço.

Mas seu corpo falou contigo, demonstrou muitos sinais em vão . Veio uma leve fadiga mental ou física ou até mesmo aquela pequenas coriza, oriunda de um leve resfriado por exemplo. Mas a busca para voltar à normalidade somente vem prontamente pelos hipocondríacos ou quando realmente a doença é grave e o está impedindo de trabalhar.

Sou daqueles que somente se preocupam quando não se consegue mais andar com coluna ereta, quer dizer, quando o corpo já está "pedindo penico". Esta última semana, em clima de férias, simplesmente pelo fato de não estar cursando disciplinas porque o trabalho não pára. Verifiquei alguns sintomas e, em relação a outros, fui a médicos e encontrei:

1. Dor na sola do pé, lesão no tendão tibial posterior;
2. Dor nas costas, entorse lombar;
3. Dor na canela, lesão em nervo ou músculo pequeno, incomoda muito correndo;
4. Estiramento da coxa;
5. Alergia e rinite;
6. Sinusite;

O bicho está pegando, se não me cuidar em mais 1 mês só de cadeira de rodas, isso se não ficar retido em alguma enfermaria hospitalar. Em tudo que se lê ou se houve, são as mesmas palavras, repouso e tratamento. Por 1 mês ficarei afastado do HAP KI DO, do grupo de corrida, dos "gramados" e do etilismo - este último somente durante 14 dias de tratamento medicamentoso.

Ando movido a repouso, leves caminhada, fisioterapia caseira, alimentação saudável e carinho. Melhorar agora para não perder algo no futuro, do jeito que estava indo até a amada iria me largar, porque não iria prestar para nada. Sem dinheiro a gente anda, mas sem saúde nem saímos da cama.

P.S.: "Pedir penico" é quando o sofrimento está alto e o indivíduo assume solicitando salvação de maneira constrangedora.

Render-se... não tão cedo

Mês de julho, numericamente conhecido como 7, número que representa a perfeição de acordo com a bíblia, mas para mim um mês dilacerante psicologicamente. Perdas dolorosas ocorreram de formas totalmente diferentes, o que proporciona sentimentos dolorosos opostos: inconformação e saudade.

Infelizmente o sofrimento é daqueles que ficam. Até hoje pego-me em pensamentos errantes pois cicatrizes que não se fecham tão facilmente quando o organismo é profundamente abalado pela ferida. Mesmo assim a conformação deve vir, pois a vida não pára.

Para Moura, "nada de choro e nem vela", pelo simples fato de a vida ser bela! Oportunidades tive de vivenciar sua alegria, adoração pela vida e generosidade, pude me certificar destas qualidades diante de relatos dos muitos que isto confirmaram. E assim pude, cambaleante, me reerguer de uma forma mais sólida, e continuar na minha luta.

Dar um bom significado à vida é tudo o que um progenitor deseja de respaldo daqueles que carregam seus genes, por isso que "a vida continua". Pessoas se vão mas seus ensinamentos persistem!

Minhas singelas palavras ficam em homenagem à Argemiro de Moura Filho e Catarina Galindo...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Acaso

"Oh! esses jogadores entendidos! Plantam-se ali tendo nas mãos papéis cobertos de números, anotam cuidadosamente todos os golpes, contam, calculam as probabilidades e, após haverem recebido todos os prós e contras, apontam e perdem... exatamente como simples mortais que jogam sem raciocinar." (O Jogador - Fiódor Dostoiévski)

Isso mesmo, há momentos em que o planejamento é furado, a frustração é dobrada e os pensamentos vêem: "pensei e avaliei tudo!", mas mesmo assim rachou a cara... a vida é assim, às vezes acontece. Mas tem momentos em que a precipitação age ao nosso favor, por exemplo, temos uma meta "X"; somente pensamos em concretizar em momento oportuno mas não criamos a oportunidade nem avaliamos os pormenores, de repente, vem tudo a nosso favor e quando percebemos... está feito!

Acho importante a criação de metas, mas o excesso de cautela e estratégias em muitos casos faz com que teorias caiam por terra e chupar o dedo seria a opção depois da decepção... e nada fere mais do que arrependimento - até hoje morro por oportunidades perdidas. Minúcias quando temos muito a perder é uma cautela que nos previne de repor algo à frente.... do contrário a possibilidade de meter as caras e ser bem sucedido devido à sua atitude trás todas aquelas boas sensações.

Chamados de loucos, fazemos o que dá na telha, vi gente se enforcando por causa de bateria, trocando de carro, casa, etc... as vezes acontecem uns problemas mas nada que seja superado diante de alguns ajustes à situação. Mesmo assim o que não aparece é o arrependimento, mas no caso dos "pormenorizadores" vejo muito pesar diante da graça não alcançada devido ao pensamento excessivo. Rotulado de louco vou vivendo e me satisfazendo, aprendi a curtir a vida de modo livre, até porque quem vive amarrado é jegue.

Não venho aqui questionar estilos de vida, li aquele livro citado lá em cima e senti-me contemplado em viver e fazer o que dá na telha para me sentir bem, se uns preferem a estabilidade, a excessiva racionalização da vida e dos seus atos, e se sente bem.. continue, pois com meus pares seguirei da mesma forma: jogando para cima e aproveitando o momento!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Missão Megadeth - 20abr10

Instigado por um grande irmão (Betão), me prontifico a ir ao show de uma banda a qual dispensa comentários, a grandiosa Megadeth. Mas o problema em questão era ir sem o parceiro de show perder 1h de trabalho sequer, como ir de Salvador para Recife sem fazer isso? Daí nasce uma estória de sucesso logístico (rss).

Etapa 1 - Compra das passagens e Ingressos: Ir de ônibus nem pensar, seriam 15h de viagem, logo vamos às passagens aéreas - minha responsabilidade. Encontrei único horário viável de ida, 18:35 com previsão de chegada às 20h; detalhe: o show começaria às 21:30. Apertado sim mas bastante provável de se conseguir. A volta não haveria problema, diante disso fomos para a mais barata 6:15 do dia 21. A "Compra dos Ingressos" foi responsabilidade de Betão e os mesmos chegaram em tempo récorde, em menos de 3 dias após sua aquisição via internet.

Com 18 dias de antecedência estamos com passagens e ingressos comprados, aguardando somente o momento da nossa glória, ver o que somente havia acontecido por meio de imagens produzidas em televisão ou computador. Mas restando uma semana, Salvador quase é destruída por uma chuva agressiva a qual previamente havia causado estragos no Rio de Janeiro; o medo de atraso no vôo era o que tirava nosso sono, tanto planejamento poderia ir com a enchurrada.

No dia 20, amanheceu com sol, apesar da chuva prevista, deduzi que não seria algo que atrapalhasse. Convenci Betão solicitar sair pelo menos às 16:30 para haver uma melhor tranquilidade. Às 12h volto para casa; às 14:11 recebo uma ligação de Betão dizendo que só poderia sair às 17:20, seu horário normal; 15:37 saio de casa e vou em busca de Beto; 16:22, na esperança dele sair mais cedo, chego ao seu trabalho; 17h consegue liberação e rumamos para o aeroporto; mesmo com o engarrafamento no CIA chegamos 17:35 no estacionamento e pegamos a van para o aeroporto; 17:52 fazemos nosso "check in". UFA!!!!

O vôo sai no horário previsto e chegamos não com 1h e 30min de antecedência mas com 1h e 50min, a missão foi um sucesso, pegamos um taxi e rumamos para o show. Às 22:50 inicia o que seria um dos melhores momentos que poderia ver ao vivo, uma apresentação primorosa recheada de clássicos dos seus 27 anos de banda. Depois do show há tempo para encontrar nosso tio Gegeo e beber umas cervas para depois rumar de volta para casa. Voltamos em êxtase , com o sentimento que devemos arriscar sempre, e se for para colher bons frutos.... arriscarei mais!!

Deixo uma música mais "lenta" e intensa como todas - Trust




segunda-feira, 8 de março de 2010

ParceriasXamizadeS

Rapaz a vida é engraçada, cresci ouvindo que as amizades eram construídas durante um certo tempo. Os pais ensinam que amigos na vida são poucos, lembro até em certo momento contá-los, e, parando e pensando hoje, não lembro nem quem são! Poderia determinar estes como parceiros, aqueles que somos afetuosos devido à agradabilidade da convivência, mas que em determinado momento esquecemos seus nomes. Os que ficam viram eternos.

Já depois de adulto, venho percebendo que laços com pessoas às quais há semelhanças em comportamento e preferências são feitos de forma bastante rápida – não sei se em casos extremos de necessidade o ser se adapta a uma situação e assim persiste naquele momento. Mas a durabilidade já é algo que acontece de uma forma espontânea, e assim pode-se dizer que vira amizade?

Isto depende muito do tipo de relação que é desenvolvida, pois reais amigos compartilham algo além de muitas resenhas e drinques. O “feeling” sobre um sentimento, uma ajuda, uma palavra de conforto é expressado diante da percepção da realidade diante um laço afetivo, que propicia uma cognição e transmissão de valores de uma forma interessante, a qual é até difícil de caracterizar.

Não importam para onde vão! Os reais parceir@s (AMIG@S) vivem distantes, onde quer que seja, vizinho de porta ou cruzando oceanos, a relação não é a mesma devido aos graus relativos de profundidade e contato, mas podem ser emparelhadas em relação à importância e afetividade. Pode parecer piegas, mas a vida é assim, difícil em uns momentos e bastante suave em outros tantos, e o que seria de nós sem a suavidade, a exacerbação dos sentimentos? NADA!! – quanto mais íntimo, maiores os prazeres.

E a vida é assim, sentimos saudades dos ausentes pois distâncias nem sempre podem ser quebradas facilmente, mas vendo fotos, ouvindo músicas, bebendo cervejas ou caipinhas, comendo algo... podemos ser remetidos a momentos antes vividos, quer dizer, celebrados; porque a vida é a celebração do nosso bem estar com quem e onde estejamos.

Obs.: “@” representa as vogais masculina (“o”) e feminina (“a”), ou seja, ambos gêneros.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"Tranquilidade"

Como o velho Tim dizia “Não me amola com esse papo de emprego... o que eu quero é sossego”, esse seria o ideal do vagabundo, ganhar salário sem sair de casa. Mas está ai, nunca vi alguém se acomodar sem fazer nada, tenho alguns primos que gostariam disso, mas são um caso à parte... deixa isso para lá.

Mas, nos tempos de hoje as necessidades são outras, a tranqüilidade é relacionada à estabilidade. Quando morei no Rio de Janeiro aprendi a dizer “Tudo tranqüilo!” mas a tranqüilidade era que tudo estava se desenrolando e não parando – fluindo. E foi a isso a que me referi, nas felicitações, no texto anterior.

Já ouvi comentarem: “o povo precisa de uma rotina”. Para ter certeza, é somente verificar o comportamento dos indivíduos durante o carnaval, a insanidade reina durante a festa “Momesca”. Em Salvador mesmo a mudança de rotina é tão grande que fui afetado em Feira de Santana (a 100Km de distância), nesta última até os shoppings e bares estavam fechados, ou seja, nada de filmes nem bebidas com som ambiente. No fim ainda bem que há a volta à normalidade.

Então esta é a tranqüilidade a que me referia!! Tudo na paz e seguindo, porque quem vive na prega é encosto!!! Vamos correr para o tempo não passar por cima...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Fim de Ano – Início de Ano

Todo fim de ano é a mesma ladainha, “Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!”. Todos com os corações amolecidos fazendo doações, prometendo melhorias, ou seja, tudo fica lindo com a chegada do final do ano, todos os problemas desaparecem com o vento e as curas para todos os males do mundo brotam mais espontaneamente do que idéias em mentes regadas à cerveja.

Para o primeiro dia de comemoração (25 de dezembro) surge o espírito capitalino (capitalista + natalino) suportado naquele que seria o salvador da lavoura, o 13º salário. Surge uma comilança baseada em um ato católico, nascimento de Cristo – o qual nasceu pobre em uma “manjedoura”, nem sei o que é...mas sei que não tinha comida nem fartura, mas o excesso come solto através de diversas iguarias, muito sangue de Cristo e cerveja.

Paralelamente, há a distribuição das aquisições que fizeram a alegria dos lojistas – lá se vai o salvador da lavoura. A gastança em diversas lojas de variados gêneros fazem um “bum” na economia que cresceu o ano todo, mas no fim de ano tudo torna-se macro e exagerado; o centro de compras (“shopping center”) transforma-se em purgatório em dia de guerra, milhares de passantes, o ar condicionado não dá vencimento aos 170 mil indivíduos diários unidos na gastança.

Por fim vem o réveillon (para mim, zerada de calendário) em que todos em seu espírito de paz, vestem-se de branco para celebrar a morte de um e nascimento do outro. A paz pelo simples fato de o ano anterior ter sido uma tragédia, quase uma guerra civil, mas este ano muda tudo, fecha o exercício do ano anterior e o novo nasce cheio de promessas de melhorias, mas isto só dura até a volta da realidade, quando no primeiro dia útil chegam todas as faturas oriundas do ano falecido, marcando o início da rebelião.

Mas é bom repensar e mudar o planejamento estratégico para alcançar novos objetivos, como também é sempre bom ser fraterno o ano inteiro, ver a família, falar com os amigos, se não pode estar muito perto a tecnologia está ai para encurtar as distâncias e mostrar que estamos vivos e vivendo – salve mundo globalizado.

Brincadeiras à parte desejo a todos um atrasado “Sucesso neste ano novo”, com muita paz, saúde e “tranqüilidade” e que os êxitos venham em enxurrada! Um beijo ou abraço a todos!