Em uma manobra futebolística houve uma torção em meu tornozelo esquerdo, pensei que seria como as anteriores. Curti, durante a tarde, uma gelosa acompanhada de caranguejo; mas, diante do "mocotó" inchado, tentaram levar-me a um centro médico para avaliar o edema, fui esquivo e safei-me da investida. Durante à noite em casa, não suportei a dor, “pedi penico” e fui a um local o qual ninguém deve ir em situações de emergências ortopédicas (não citarei por questões éticas).
Na tentativa de saber o que aconteceu devido à proporção da dor que sentia consegui uma consulta. O “médico” (entre haspas por não confiar na procedência do “profissional” quem me atendeu) disse, somente olhando para o pé, que havia fratura ali instalada e que o raio x seria para verificar se a fratura requisitaria cirurgia ou não – isto foi no domingo. Na segunda, consegui uma consulta com um Médico de verdade em um grande centro de reabilitação, início do dilema.
Nos raios x adquiridos no domingo o Médico verificou que não haviam fraturas – a cara do médico foi cômica ao ver que sua afirmação havia sido prematura. O tratamento foi iniciado em um grande centro de reabilitação: Etapa 1 – pé para cima por 3 semanas; o interessante foi realizar as tarefas inadiáveis, mesmo assim passei ileso, reclamando bastante da privação provisória do andar. Na segunda etapa, depois de remover o gesso, iniciei o tratamento com o fisioterapeuta, sem poder pisar no chão inicialmente, por mais três semanas, o que proporcionava um aumento considerável em minhas reclamações.
Reclamações estas que aumentaram quando vi as condições em que os realmente deficientes são tratados, com o clássicos desprezo e falta de boa vontade intrínsecos à sociedade brasileira. O humano percebe mas, somente quando vivencia, verifica a realidade nua e crua – olha que era somente um pé que não pisava o chão, imagina a dificuldade dos cadeirantes. Sofri com o caminhar, nosso sistema de transporte e falta de cidadania daqueles que estão à volta de um ser humano inapto e anônimo.
Hoje volto a andar com novas mente e atitude, interessante ver o mundo de uma outra forma, mas não quero passar por isto novamente. Não suporto mais enxergar a face podre e degradante de nossa sociedade, desta forma anterior foi muito mais intensa; embora tenha sido muito bom contar com aqueles que me circundam os quais me ajudaram muito, é bom ter quem se preocupe com você (Sinceramente, Muito Obrigado).
Na tentativa de saber o que aconteceu devido à proporção da dor que sentia consegui uma consulta. O “médico” (entre haspas por não confiar na procedência do “profissional” quem me atendeu) disse, somente olhando para o pé, que havia fratura ali instalada e que o raio x seria para verificar se a fratura requisitaria cirurgia ou não – isto foi no domingo. Na segunda, consegui uma consulta com um Médico de verdade em um grande centro de reabilitação, início do dilema.
Nos raios x adquiridos no domingo o Médico verificou que não haviam fraturas – a cara do médico foi cômica ao ver que sua afirmação havia sido prematura. O tratamento foi iniciado em um grande centro de reabilitação: Etapa 1 – pé para cima por 3 semanas; o interessante foi realizar as tarefas inadiáveis, mesmo assim passei ileso, reclamando bastante da privação provisória do andar. Na segunda etapa, depois de remover o gesso, iniciei o tratamento com o fisioterapeuta, sem poder pisar no chão inicialmente, por mais três semanas, o que proporcionava um aumento considerável em minhas reclamações.
Reclamações estas que aumentaram quando vi as condições em que os realmente deficientes são tratados, com o clássicos desprezo e falta de boa vontade intrínsecos à sociedade brasileira. O humano percebe mas, somente quando vivencia, verifica a realidade nua e crua – olha que era somente um pé que não pisava o chão, imagina a dificuldade dos cadeirantes. Sofri com o caminhar, nosso sistema de transporte e falta de cidadania daqueles que estão à volta de um ser humano inapto e anônimo.
Hoje volto a andar com novas mente e atitude, interessante ver o mundo de uma outra forma, mas não quero passar por isto novamente. Não suporto mais enxergar a face podre e degradante de nossa sociedade, desta forma anterior foi muito mais intensa; embora tenha sido muito bom contar com aqueles que me circundam os quais me ajudaram muito, é bom ter quem se preocupe com você (Sinceramente, Muito Obrigado).
O amadurecimento vem através do sofrimento...
Um comentário:
Ah, você sempre foi perna de pau no baba que eu tô ligado (risos)
Brincadeiras à parte, eu desconfio qual clínica que você foi, mas realmente não citaremos nomes por questões éticas!
Mas se nós que temos condições de ter um convênio médico e que nos permite ser atendidos em clínicas particulares ainda passamos por situações como essa, imagina então a multidão de pessoas que dependem exclusivamente do SUS?
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