Desde 2002 não sei o que é mãe, calma!!! Vou explicar, moro só e mainha não estava lá para lavar as cuecas nem fazer o ranguinho do seu "neném". Então a partir daí comecei a me enveredar na cozinha e iniciei pelo mais complicado, o ovo frito, que, sempre grudava na panela por teimosia, e para comer satisfatoriamente, colocava dois para comer um.
Para suprir minha deficiência, comecei a utilizar um atributo que possuo, o autodidatismo. Observando passei a usurpar de uma forma produtiva os conhecimentos culinários de outrem. Com o velho Buti me surpreendi, o melhor ovo frito da Bahia, senão do Brasil... soltinho da panela (sem teflon, vale ressaltar), cheiroso e saboroso... dai por diante somente foram glórias. Uma vez em Hellcife, fiquei num tipo de pensionato mas cada um fazia o seu, e num dia à noite fiz um ovo, e todos falaram "que cheiroso... deu até vontade de comer um".
Mas sempre fiquei nos alimentos de baixa complexidade, indo até a massa, passando pela farofa, mas nunca nada além disto. Pois sempre senti-me envergonhado em relação às comidas de "responsa" feijão, sapara (sarapatel para os íntimos), mocotó, dentre outros. Principalmente por estar cercado de especialistas no assunto. Os feijões de MEGO e D. DdM eram os suprassumos, com medo de falhar na tarefa de pelo menos satisfazer o paladar menos rigoroso, me "aputei" (amendrontei - gíria bahiana) e nunca fiz. Até mesmo pela experiência antes da extinção da república da BAND!, em que o feijão mais parecia uma ração para complementar os 4 famintos restritos monetariamente.
As coisas mudam, mudei-me para Hellcife e em breve irei para uma jornada que necessitará de meus dotes culinários, já que não bastará morar junto, agradar será uma obrigação para além do imaginário. Aconselhado por MEGO e norteado por D. DdM triturei os temperos (alho, cebola e pimentão e cominho), adicionei as carnes dessalgadas para refogar, folha de louro e o dono da festa, o feijão. Pegou pressão, 15 min e "tá tudo bão". O cheiro parecia agradável; ao provar percebi que somente perdi tempo, pois ficou bom. Até meu tio GEFRAN comentou que ficou bom e brincando falava: "olha... o primeiro feijão prestou".
Tememos por besteira nossa, o máximo que poderia perder era um panela, ou comer mal até acabar. Soltas as amarras o céu é o limite!!! Rss. É... deram asas à cobra, me aguarde aquela costela num próximo "Chunalaqua" ou "Chunalaum", vocês irão me pedir perdão!!! Como pediram à meu Pai num Chunalaqua!!
5 comentários:
Hummmm, muito bom!!!
Você com sempre escrevendo muito bem. Quero provar esse feijão.
Te amo meu bem.
Sara
Yeah!!! Só não pode ser flatulento! rs (feijão de bruno!) abração!
É ele mesmo mencionado ali, o feijão da BAND! Rsss
Eu tive o prazer de comer em primeira mão. Sensacional!
Rss...
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